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7 de mai de 2010

Outono

O curso e os ciclos do ano eram festejados pelo homem em épocas mais antigas , quando havia uma ligação maior com os fenômenos e as forças da natureza, quando vigorava uma consciência mais instintiva. O homem foi se tornando mais racional , se separando da natureza que o cerca, e mais inconsciente dos fenômenos naturais. Mas isso não quer dizer que não faça parte de todo o movimento que o cerca e não seja tocado e influenciado por todo o cosmo do qual faz parte.
Neste sentido, o que nos traz o outono?
A exuberância e o calor da natureza que nos cerca no verão encontram-se, no outono, num movimento de recolhimento, o que nos inspira também a um movimento de introspecção, de busca desta luz e calor em nosso interior.

Só saberemos conviver com o que cresce, frutifica, brota, germina, se pudermos conviver com o que se paralisa, atrofia, se mata, decai, a vida que murcha.
Nas épocas em que morre a natureza externa, devemos nos opor a esta consciência natural e desenvolver a força da auto-consciência.

Fonte: Boletim do PHOAMA

Porque trago isso hoje? Porque às vezes deixar cair tudo por terra e confiar na renovação dos ciclos é algo difícil e doloroso para nossa natureza humana. 
Quem me conhece sabe que não costumo comemorar as datas festivas e tradicionais que a maioria das pessoas comemoram, principalmente com aquela intenção comercial que vem junto (ah, isso não mesmo!). Mas vivo estas datas internamente e reconheço-as em diversos momentos do meu ano. Celebro a morte e o renascimento de mim mesma todos os meses, na verdade todo dia, a todo instante isto está acontecendo enquanto inspiro e expiro... fios caem do meu cabelo, células morrem em mim diariamente, eu morro diariamente, mas sempre há algo novo nascendo...então renaço todos os dias.
Mas tem períodos que este processo de morte é doloroooso... como por exemplo, quando precisamos deixar cair máscaras, nos desapegar de lugares, de conceitos antigos e ultrapassados, de pessoas, de espaços conquistados, de projetos gestados, gerados, crescidos e que passam a caminhar sozinhos, hum?! Ou que vieram com um propósito, serviram e se vão... ai dóóói... não conseguimos ser como as árvores no outono... que acolhem o tempo de espera. Isso dá uma insegurança e nos sentimos mais como um banco vazio no outono do que como uma árvore sábia . 


Mas... como diz a música: 

"Eu sou nuvem passageira
Que com o vento se vai
Eu sou como um cristal bonito
Que se quebra quando cai
Não adianta escrever meu nome numa pedra
Pois esta pedra em pó vai se transformar
Você não vê que a vida corre contra o tempo
Sou um castelo de areia na beira do mar"...

E mesmo que tudo se desfaça, continuo sendo areia ... poeira cósmica... poeira estelar... Eu Sou o que Eu Sou... parte da Consciência do grande Arquiteto... e mesmo viajando nesse mundo muito "doido", presa na Roda de Sansara, em constante tranformações e metamorfoses, sei de onde vim e conheço minha essência.

Beijos, estrelinhas do meu céu!

Um comentário:

  1. gostei de vc ter falado da musica nuvem passageira pois me lembrou quando eu era criança que saia por ai cantando ´´eu sou nuvem passageira, que com o vento se vai.....

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