Este Espaço tem por objetivo compartilhar leituras, falar de encontros, de educação, de eco-feminismo, de parto humanizado, de cultura de paz, de dança, de movimentos que o Universo faz pelos quais nos encontramos.
Seja bem vindo, a entrada é franca e amiga... mas chegue com o coração aberto, senão, de nada vai adiantar estar aqui!

23/04/2012

Meditação na gestação



"A gravidez é mais do que um estado físico da mulher. Durante o período de gravidez, a mulher está a criar dentro do seu corpo um novo Ser. Uma mulher grávida com a sua consciência ampliada pode comunicar com o seu filho de uma forma muito mais abrangente. O bebé está à espera de comunicar com a sua mãe.

A meditação é uma ferrament...a indispensável em qualquer etapa da nossa vida. Porém, a gravidez é uma oportunidade de a mulher abrir as janelas e as portas que estão fechadas dentro dela, trabalhar as suas emoções e enfrentar os seus medos. A gestação não é apenas a gestação de uma criança mas também a gestação de uma nova mulher que ao viver a sua gravidez conscientemente, descobre à sua frente um horizonte lindissimo onde antes só via paredes.

A meditação durante a gravidez ajuda a mulher a aceitar as modificações do seu corpo e a glorificá-las, ajuda a lidar com a ansiedade e com o medo, ajuda a mulher a centrar-se no seu processo interno e a renascer mais brilhante e mais forte.

Enquanto um bebé está a crescer dentro de nós, é muito importante evitar irritar-se, evitar ambientes desarmoniosos e visualizar imagens belas que conduzam ao relaxamento e à paz.

Para além disso, a meditação abre um canal de comunicação entre a mãe e o bebé em que através da concentração, da paz e do silêncio interior, a mulher consegue sentir a energia do seu filho, comunicar com ele e criar desde do primeiro momento uma relação profunda com o bebé que cresce dentro dela.
Talvez por todas estas razões, estudos comprovam que a prática de meditação durante a gravidez conduz a uma menor incidência de complicações durante o parto assim como da depressão pós-parto.

A meditação durante a gravidez é um hino à vida, ao renascimento e à paz interior."

Drª Susana Pinho

17/04/2012

REGRAS DE SE SER HUMANO



Você receberá um corpo.
Pode gostar dele ou odiá-lo, mas ele será seu durante essa rodada.

Você aprenderá lições.
Você está matriculado numa escola informal, de período integral, chamada vida. A cada dia, nessa escola, você terá a oportunidade de aprender lições. Você poderá gostar das lições ou considerá-las irrelevantes ou estúpidas.

Não existem erros, apenas lições.
O crescimento é um processo de tentativa e erro: experimentação. As experiências que não dão certo fazem parte do processo, assim como as bem sucedidas.

Cada lição será repetida até que seja aprendida.
Cada lição será apresentada a você de diversas maneira, até que a tenha aprendido. Quando isso ocorrer, você poderá passar para a seguinte. O aprendizado nunca termina.

Não existe nenhuma parte da vida que não contenha lições.
Se você está vivo, há lições para aprender.

“Lá” não é melhor do que “aqui”.
Quando o seu “lá” se tornar em “aqui”, você simplesmente entenderá que o melhor é viver o "aqui" e "agora".

Os outros são apenas seus espelhos.
Você não pode amar ou detestar algo em outra pessoa, a menos que isso reflita algo que você ama ou detesta em si mesmo.

O que fizer de sua vida é responsabilidade sua.
Você tem todos os recursos de que necessita. O que fará com eles é de sua responsabilidade. A escolha é sua.

As respostas estão dentro de você.
Tudo o que tem a fazer é meditar, analisar, ouvir e acreditar.

Por Twyla Nitsch

06/08/2011

Exibição do filme: Transformando Oração em Ação

Ação para arrecadar fundos para contribuir com a vinda do Conselho Internacional das 13 Avós Nativas ao Brasil.

::QUANDO:: 24 de agosto, às 20hs
::CONTRIBUIÇÃO::
Valor mínimo R$ 10,00.
Valor desejável R$ 20,00
Os valores para as exibições do filme são simbólicos. Está atrelado ao valor, além da doação, a contribuição para o encontro de mensageiras da Paz que viajam o mundo usando suas imagens para criar junto a governantes locais ações em prol da Paz e para criação de politicas publicas de sustentabilidade para o meio ambiente, os povos indígenas, as mulheres e por uma economia justa.

::ONDE::
UNIPAZ-SUL
Rua Miguel Couto, 237 – Menino Deus – Porto Alegre – RS

Após exibição do filme “Transformando oração em ação”
teremos roda de cantos e dança com CRIS MACHADO.

::CIDADES DA AÇÃO::
São Paulo, Rio de Janeiro, Pelotas/RS, Curitiba/PR, Maricá/RJ, Aracajú/SE, Goiânia/GO, Rosário/Argentina, Santiago/Chile, Ilha Bela/SP, Boiçucanga/SP, Porto Alegre/RS

Acesse o site para saber os endereços dos locais de exibição.
É necessário entrar em contato com guardiã para demais informações.

 
::Sobre o evento:: A Voz das Avós: O ontem, o hoje e o amanha no fluir das águas” do Conselho Internacional das 13 Avós Nativas”.
::A proposta:: Pretende-se que as diversas expressões culturais do nosso país possam participar do evento A Voz das Avós, em diálogo direto com as tradições ancestrais do mundo que estão representadas no Conselho Internacional das 13 Avós Nativas. Dessa forma, a ideia é constituir também um grupo de 13 Avós Nativas brasileiras. Para formar este grupo, o projeto irá realizar oficinas regionais, buscando reunir anciãs reconhecidamente vinculadas às práticas tradicionais e promover uma reflexão sobre seu papel na sociedade e como seus saberes tradicionais podem contribuir para as soluções emergenciais globais e locais. A proposta é que estas reuniões aconteçam com grupos já mobilizados em torno da expressão do feminino tradicional, como grupos e associações de parteiras, rezadeiras, erveiras, educadoras, extrativistas, indígenas, afrodescendentes, ribeirinhas, entre outras expressões dos povos e populações tradicionais do Brasil.

::Sobre o Evento:: Será realizado na Universidade da Paz - Unipaz, em Brasília, um ponto de convergência geográfica e política do nosso país, de 21 a 24 de outubro de 2011. A proposta é que o evento reúna um público estimado em 500 pessoas, durante quatro dias. Pretende-se que o evento tenha entrada franca no sentido de garantir a presença de todas as camadas sociais, e especialmente dos jovens. O evento terá a água e o tempo como um tema transversal - considerando seu valor nas culturas tradicionais e o desafio atual da humanidade em relação à sua conservação. Além de promover um rico diálogo entre as diversas tradições, a proposta é que este propicie reflexões que possam servir como fontes de inspiração para ações e politicas direcionadas à conservação do meio ambiente e especificamente da Água, e o fortalecimento e a transmissão dos saberes tradicionais

::QUEM SÃO AS AVÓS:  
Nós somos o Conselho Internacional das Treze Avós Nativas. Formamos uma só unidade. Nossa aliança é de preces, educação e cura pela nossa Mãe Terra, todos os seus habitantes, em especial as crianças, e as sete gerações vindouras.
Inquieta-nos profundamente a destruição sem precedentes de nossa Mãe Terra, a contaminação de nosso ar, nossas águas e nosso solo, as atrocidades da guerra, a disseminação global da pobreza, a ameaça das armas nucleares e do lixo radioativo, a cultura predominante do materialismo, as epidemias que ameaçam a saúde dos povos da Terra, a exploração das medicinas tradicionais e a destruição das tradições dos povos nativos
Nos unimos para proteger as terras onde vivem nossos povos e das quais dependem nossas culturas, salvaguardar com segurança a herança coletiva das medicinas tradicionais e defender a própria Terra. Acreditamos que os ensinamentos de nossos ancestrais iluminarão nosso caminho em meio a um futuro incerto.


::Palavras de Maria Alice para a ação::
“Queridas irmãs, mulheres de ação,

É com alegria que venho apresentar a vocês estas informações sobre o X Encontro do Conselho Internacional das Treze avós Nativas que este ano vai acontecer nas terras do Sul, no domínio do Condor e estamos esperando que fortaleça o cumprimento da profecia da sagrada aliança da Águia e do Condor, que significará a garantia da Nova Era. Isto já está se desenhando como um chamado forte aqui na América do Sul, pois temos recebido anúncio de vários países, irmãs querendo chegar no Encontro.

No dia 8 de agosto, estaremos realizando em São Paulo uma exposição de um filme sobre este movimento e estaremos também arrecadando fundos para ajudar nesta grande realização.  A Sabrina Alves, do Clã dos Círculos Sagrados, São Paulo, Brasil, é quem está responsável por esta produção com os vários círculos de mulheres que estão articulados com ela. Tem o meu total apoio e interesse. Agradeço de coração às que puderem entrar na corrente.”

Luz e Paz!
Maria Alice


PARA DOAÇÕES IMEDIATAS:
Conta para depósito: Banco do Brasil (001)
Ag: 2863-0
Conta: 411.472-8
Instituto Empreender
CNPJ: 03.666.886/0001-03

Conselho Internacional das 13 Avós Nativas

 

Organização da ação
Coletivo CCS (Clã Ciclos Sagrados)
e
Círculo Sagrado de Visões Femininas

01/08/2011

NASCIMENTOS HUMANIZADOS > — promovendo a paz e a não violência —

*a cargo da Dra. Daphne Rattner*

No início do século passado, o parto era atendido majoritariamente no domicílio, por parteiras. As famílias tinham muitos filhos para que alguns resistissem às difíceis condições de vida à época, quando não havia antibióticos para prevenir e curar infecções.
A partir dos anos quarenta, começou a crescer a tendência à *hospitalização dos partos,* e chegamos no final do século passado com mais de 90% dos partos realizados em hospitais. Os avanços na  antibioticoterapia e na disponibilidade de meios tecnológicos para diagnóstico e terapêutica, assim como a melhoria nas condições de vida, contribuíram de forma importante para a efetiva redução na mortalidade materna e neonatal.
O entusiasmo crescente com as possibilidades do desenvolvimento industrial do século XX influenciou todos os setores da atividade humana. Também *no setor Saúde* *o componente técnico foi privilegiado em relação ao componente do cuidado*, e a racionalidade mecânica ou industrial - apenas em função da produtividade - foi aplicada a muitos aspectos da atenção. Ainda que "dar à luz não seja uma doença ou processo patológico" (Marsden Wagner, 1982), a assistência a nascimentos também seguiu esse padrão industrial, e algumas maternidades agendam cesarianas como se fossem uma *linha de produção* de nascimentos, por conveniência de profissionais e das instituições, ostentando taxas de 70% e até 100% de cesáreas.
Por outro lado, *tem crescido o número de pesquisas* que identificam algumas práticas de atenção como formas de violência institucional, tanto para mulheres como para seus bebês, havendo trabalhos que salientam a importância da primeira vivência infantil como marcadora (/imprinting/) para a continuidade da vida desse recém-nascido.
Considerando a riqueza desse processo, que além de biológico, tem sido abordado como fenômeno cultural, social, sexual e espiritual, numa concepção holística, há um forte movimento nacional e internacional que *propõe a humanização da atenção a nascimentos e partos* como uma resposta à mecanização na organização do trabalho e à violência institucional.
É sobre esse importante aspecto da vida – o bom começo – que falaremos neste fórum, buscando  compartilhar a perspectiva positiva de mudança nas práticas de atenção como uma contribuição para a redução da violência grassante em nossa sociedade.
*Daphne Rattner* é médica epidemiologista, com doutorado pela Universidade da Carolina do Norte, EUA, professora da Universidade de Brasília - Departamento de Saúde Coletiva; integra a diretoria da International MotherBaby Childbirth Organization – IMBCO e a coordenação executiva da Rede pela Humanização do Parto e Nascimento - ReHuNa; é conselheira da Rede Ibfan-Brasil – International Breastfeeding Action Network e da Relacahupan – Rede Latinoamericana e do Caribe pela Humanização do Parto e Nascimento; organizou com Belkis Trench o livro /Humanizando Nascimentos e Partos/; e foi presidente da III Conferência Internacional sobre Humanização do Parto e Nascimento, realizada em Brasília em novembro de 2010.

*ENTRADA FRANCA*

*9 de agosto de 2011 ▪ terça-feira ▪ 19 horas
Auditório do MASP ▪ Museu de Arte de São Paulo*
Av. Paulista, 1578 - São Paulo/SP - Estação Trianon-Masp do metrô
*Não é necessário fazer inscrição antecipada*

*Realização: Comitê da Cultura de Paz*
*www.comitepaz.org.br*

25/07/2011

25 de julho
Dia do Perdão Universal
Dia Fora do Tempo

"Compaixão não é ter um coração transbordante de piedade para com os outros. Compaixão é um amor tão profundo que você está disposto a fazer o que for preciso para trazer luz a uma situação".
 

02/06/2011

Ao encontro com a sombra

Escrito por Robert Bly Qui, 23 de Julho de 2009 18:14

A sombra, tal como Robert Bly refere, pode ser comparada a uma comprida
sacola que arrastamos atrás de nós.
Começamos a encher a sacola desde a infância. Logo com 1 ou 2 anos, a
criança é como se fosse um arsenal de emoções e possibilidades de atitudes
diversas, esperando espalhar esse mundo em todas as direções. Assim que os
pais começam a reprovar alguns comportamentos dizendo frases como “um bom
menino não bate no irmãozinho”, “pare de correr”, “fique quieto”, "engula o
choro" as crianças passam a buscar, então, um comportamento que seja
condizente com o que os pais querem e, para tanto, reprimem aquela energia
de raiva, ou de inquietação, que poderiam significar prazer e reprimem os
impulsos espontâneos... As que não reprimem, apenas sentem-se culpadas por
ter “agido mal”.

Com o tempo as emoções genuínas e sua expressão começam a ter que ser
julgadas e separadas em certas ou erradas, boas ou más, e a sacola vai se
enchendo mais e mais, pois, como observa Robert Bly:

*“Atrás de nós temos uma sacola invisível e, para conservar o amor de nossos
pais, nela colocamos a parte de nós que nossos pais não apreciam.” *

Além dos nossos pais, nossa experiência na escola acaba por ajudar a encher
mais ainda nossa sacola, quando ouvimos “Meninas inteligentes não devem
fazer assim", ou “quem sai dos padrões de aparência física tem que mudar",
aí novamente estamos diante dos valores que não foram construídos a partir
das nossas escolhas e verdades...

São marcados a partir das referências das figuras que temos como modelos,
porque é importante ter o afeto delas. Por exemplo, é normal uma criança
sentir raiva, mas diante dos valores que aprendeu de que “é feio ter raiva”,
se sente culpada, diminui a importância do sentimento diante de muitas
situações e o coloca rapidinho na sacola, porque não quer perder o amor da
mãe.

Assim, vamos arrastando nossa sacola pela vida afora, inicialmente quando
levamos as referências de valores dos nossos pais, e mais tarde quando
associamos estas já apreendidas às referências da sociedade apreendidas na
escola, no convívio com nossos amigos, grupos sociais e religiosos.

Diante desta sacola o conflito aparece, justamente, porque nem tudo que
aprendemos ser “errado ou mau” são, na verdade, essas duas coisas. E isso é
que faz com o que o material da sacola comece a “cheirar mal” e a nos
incomodar, porque de tempos em tempos, percebemos sinais do poder e da
importãncia que essas emoções escondidas poderiam ter em nossa vida.

A dimensão da sombra é gigantesca nos adultos. A sacola aumenta
proporcionalmente à quantidade de censura relativa aos nossos sentimentos
naturais e espontâneos.

Energias naturais do ser humano tais quais sexualidade, impulsividade,
agressividade, raiva, ódio, revolta são, normalmente, colocadas na sacola
durante toda uma vida.

Aqui existe outro elemento: quanto mais guardamos essas energias, mais e
mais intensas e latentes se tornam. Ficam como se fermentassem lá dentro de
nós, e quando não colocadas para fora, acabam gerando a mais ampla gama de
doenças e sintomas.

Conforme os anos passam e este conteúdo sombrio cresce, tende a ser maior a
dificuldade de entrar em contato com ele. Por isso, muitas pessoas quando
começam a envelhecer, sentem muito medo de abrir a sacola, como se o
conteúdo dela fosse invadir sua vida e causar danos, mas na verdade esse
conteúdo já os assombrava há tempos...

*Existe muito medo dentro de nós de olhar para o que já foi guardado.*

Por isso enxergamos muitas dessas coisas nos outros.

“Peça para um amigo lhe descrever o tipo de personalidade que ele acha mais
desprezível, mais insuportável, mais odiosa e de convívio mais impossível;
ele descreverá as suas próprias características reprimidas – uma
autodescrição do que é absolutamente inconsciente e que, portanto, sempre o
tortura quando ele recebe seu efeito de uma outra pessoa. Essas mesmas
qualidade são tão inaceitáveis para ele precisamente porque elas representam
o seu próprio lado reprimido; só achamos impossível aceitar nos outros
aquilo que não conseguimos aceitar em nós mesmos. Qualidades negativas que
não nos incomodam de modo tão intenso ou que achamos relativamente fácil de
perdoar , em geral não pertencem à nossa sombra.”

Mas, quando estamos procurando nos conhecer realmente e amadurecer
emocionalmente, a sacola precisa ser aberta para liberarmos a energia desses
sentimentos e emoções que armazenamos durante anos.

Esta sacola pode ser aberta, percebida e assimilada, o que, por sua vez,
propicia que seu potencial destruidor e conflitivo possa ser reduzido e a
energia vital que estava aprisionada possa ser liberada, gerando mais
tranqüilidade e equilíbrio emocional.

Nossa “pressão interna” ou “fermentação” irá diminuir.

Conhecendo o que guardamos inconscientemente por tanto tempo, podemos fazer
escolhas mais sensatas a respeito de novamente empurrar ou não para nossa
sacola sentimentos que precisam ser compreendidos e aceitos como parte de
nossa natureza humana.

Assim, fica mais simples celebrar o que é espontâneo e natural na vida, fica
mais simples exercitar nossa possibilidade de SER!

25/04/2011

Cuidados para a gestante com o Ayurveda

por Sabrina Alves
 
Seguiram-se nove meses e dois seres em construção estão prontos para virem ao mundo. Mãe e bebe, ao longo da gestação, em contato intimo, crescendo e se preparando para a jornada da vida agora passarão pelo trau...ma do nascimento. Ambos terão nova vida. A mulher pari-se Mãe, e a mulher que deu passagem para a nova condição recebe a nova vida, o novo ser, perpetuando a energia de Shakti, que para o Ayurveda é a manifestação da energia feminina.   
Ayurveda é o sistema de manutenção de saúde da Índia, onde segundo a dança dos Doshas, definição de biótipo ou código genético segundo os elementos da natureza (fogo, terra, água, ar e éter), os seres-humanos interagem com tudo a sua volta, buscando sempre harmonizar-ser com a natureza para que dessa forma alcance o equilíbrio do espírito, mente e corpo.   
Para o Ayurveda os momentos antes, durante e após o parto, formam um momento único e crítico. E as mulheres precisam estar atentas para que os eventos dessa época não afetem sua expressão feminina. Segundo essa sagrada e milenar arte nessa fase da vida, o corpo da mulher é habitado por duas almas, a sua e a do novo ser que se prepara para vir ao mundo.   
Antes da gravidez: A gravidez é resultado da intimidade, e todas as suas conseqüências devem ser partilhadas por ambas as partes envolvidas, futuros pais. Como a mulher terá de passar a dor física da criação, o homem deverá fornecer-lhe apoio psicológico, conforto e segurança. Para o ayurveda os cuidados para a gestação têm inicio desde os seis meses anteriores à fecundação, e quando os pais se encontram em ótimo estado de saúde, unem as duas sementes, com prazer e exaltação em um momento propicio. Claro que a realidade atual não é bem essa, as pessoas descobrem-se grávidas. Mas ainda assim, o Ayurveda preconiza que a gestante durante os nove meses mantenha atenção aos hábitos, pensamentos, alimentação e rotina diária de maneira que sejam inteiramente satvicas*, ou seja, puras, sadias e harmônicas, pois irão influenciar diretamente na formação do feto determinando toda uma vida.   
A gestação: Durante os nove meses seguintes devem se concentrar em acolher o futuro bebe na família, pois no Ayurveda a aura de amor e felicidade dos pais irá influenciar diretamente na formação do feto, determinando sua saúde bem como suas possíveis desarmonias em todas as fases subseqüentes da vida. Uma vez que se decidiu ter um filho tudo que se fizer irá influenciar em sua formação. Desta forma é necessário a pratica de meditação e yoga adequados ao período, bem como alimentação de fonte mais pura possíveis, descartando todos e quaisquer produtos processados, refinado e aromatizados artificialmente. O Ayurveda considera mãe e bebe uma única célula por pelo menos até os quatro anos de idade do bebe, ou seja, não existem cuidados na gestação para as mulheres separados da pediatria.       
Cuidados para as futuras mamães: Como diz o Caraka Samhita “Uma mulher grávida deve ser tratada como uma jarra cheia de azeite até a borda, onde nenhuma perturbação deva acometa-la”. Pois, como qualquer ser vivo o feto tem seus próprios doshas, e esses doshas adicionais no corpo da gestante são por si só razão da maioria dos desconfortos gestacionais. A percepção é um fator muito importante para ajudar a gestante a criar um ambiente carinhoso que dê amparo a ela e a seu bebe, principalmente por sua força gerada pelo corpo que se prepara.  Em vez de funcionar no piloto automático, use a oportunidade criada por sua gravidez para se tornar mais atenta a seu meio ambiente e os efeitos que esse tem sobre você e seu bebe.  
Na Gravidez: Nutra seu bebe e a você mesma por meio do som: os sons que nos cercam desempenham um papel importante no equilíbrio dos ritmos biológicos. Sons capazes de nutrir e acalentar são tão importantes para a saúde quanto são alimentos nutritivos, para o ayurveda tanto o que se ingere, como tudo que está no entorno, ou pensando e falado, transformam-se em alimentos e dependendo do que é, torna-se força ou gera desarmonias e doenças.     
*O toque: nosso maior órgão é a pele, portanto é fundamental a nutrição por meio do toque, pois libera substancias químicas que tem efeitos relaxantes e promotores de saúde para ambos. Quando você é tocada, mesmo que terapeuticamente, seu nível de estresse baixa, sua circulação melhora e as moléculas naturais que realçam o prazer de seu corpo são ativadas. Para a gestante é fundamental que ela realize a auto-massagem com óleos nutritivos realizada por no máximo 10 minutos sempre com movimentos suaves e circulares em cada parte do corpo. Importante a atenção especial da massagem localizada no períneo da mesma forma com óleos nutritivos como o de gergelim, neste caso, realizada pela própria gestante em si mesma. O Ayurveda indica a auto-massagem no períneo por volta de seis semanas antes do parto para fortalecer os tecidos moles e para que se tornem mais elásticos melhorando a perfomace no parto evitando lacerações, bem como beneficiando a regeneração no pós parto. Mães que são constantemente massageadas na gestação e praticam Yoga, aumentam a liberação de endorfina (anestésico natural do nosso corpo), o que irá auxiliar muito na redução dos estímulos dolorosos do trabalho de parto.   
*Enjôos: a maioria das mulheres no inicio da gravidez são acometidas por enjôos, para isso o ayurveda indica comer alimentos secos; deitar-se; beber líquidos puros transparentes ou carbogasosos; tomar ar fresco evitando ar-condicionado e lugares muito fechados e a pratica de meditação. 
Parto: Desde 1960, o parto foi considerado um “estado clinico”. Atualmente em países como EUA, Brasil e outros muitos países da América Latina nascem mais crianças de parto induzido, as terças-feiras e muito menos em sábados, domingos, feriados e festas de final de ano. Como são os hormônios fetais que controlam o inicio do parto, é provável que considerar o parto como “estado clinico” seja bastante perturbador para a unidade mamãe-bebê que está prestes a iniciar.   O ayurveda é partidário de que haja o mínimo de intervenções tais como anestesia, episiostomia e/ou cesáreas a menos que esta seja usada para salvar ambas as vidas; A parturiente deve cuidar de encontrar um obstetra ou parteira que se identifique e um lugar para realizar o parto em que ela se sinta relaxada, segura e cômoda. O parto genital e normal proporciona tanto para a parturiente e o bebe benefícios imediatos e em longo prazo. 
Uma mãe que recebeu os devidos cuidados de massagem, yoga e meditação, bem como correta alimentação e uma gestação serena, na medida do possível é capaz de parir de forma plena, proporcionando ao bebe a oportunidade de amadurecer o pulmão nascendo por parto natural e a ela uma recuperação de poucos dias e a ela de se perceber a sua força auto-gestionada.   
Amamentação: Para o ayurveda é muito importante que logo ao nascer a criança receba os primeiros fluidos do peito da mãe para posteriormente fazer disso um habito saudável. No ayurveda isso é considerado a própria transmissão de Ojas, ou seja, energia vital, fonte inesgotável para o fortalecimento e crescimento espiritual, mental/emocional e físico da criança. É por meio da amamentação que a criança recebe todos os nutrientes necessários para seu crescimento, por isso no ayurveda se considera uma única célula mãe/bebe, é tambem por isso tão importante o equilíbrio psicofísico da mãe, pois até mesmo quaisquer patologias que a criança por ventura desenvolva os compostos de fortificantes e de ervas são ministrados por meio da mãe e transmitido pelo leite materno ao bebe.   
Maternidade: O ayurveda recomenda que para mãe e, principalmente para os 1os meses do bebe, a rotina diária (rutocharya) que são praticas de que proporcionam estabilidade e fortalecimento emocional e físico onde por meio dela se garante a manutenção de saúde da célula mamãe/bebe.   Para o Ayurveda a gestação, o parto e maternidade são um momento propicio para a mulher se fortalecer e de estabelecer a sua expressão feminina perpetuando a energia feminina da criação e mantenedora. Porem não custa lembrar que, todas as orientações são uma breve descrição da abordagem do Ayurveda na gestação/pediatria e que, sempre se deve procurar um especialista no assunto para demais aprofundamentos.   
 
Bênçãos à Mãe Divina 
Namaskaram   
Sabrina Alves 
(Terapeuta e docente em ayurveda. Doula e especialista em ayurveda para mulheres, em alimentação ayurvédica para as fases da vida. Coordena um trabalho especifico de Ayurveda para Mulheres no Instituto de Cultura Hindu Naradeva Shala e idealizadora do “Clã dos Ciclos Sagrados”).

03/03/2011

Chegada do Gui nesta Terrinha



Olá queridas (os), venho aqui compartilhar a chegada do Gui, filhote da Jaque. A bolsa da Jaque estourou na madrugada do dia 19 de fevereiro, com uma linda lua cheia no céu... Cantei cantei para avó lua, me banhei bastante no seu brilho e recebi a notícia - "O Gui está chegando"... após 9 horas de trabalho de parto, assistindo a Jaque firme e forte entre caminhadas, reboladas, duchas, respirações, contrações, massagens... o pequeno Gui nasceu de cesárea, quando o Sol estava alto no céu.

Bem vindo Guilherme, que São Miguel Arcanjo ilumine sua linda VIDA!



Ana Andrade
Doula

01/03/2011

Clã das Nove Luas - Porto Alegre/RS


Clique na imagem para ampliar

Maiores informações com Amanda: (51) 85785707
Se algum artigo neste blog estiver como "autoria desconhecida" e você souber informar, agradeço e farei a devida correção. Solicito também que ao extrair qualquer informação desta página seja adicionada à devida autoria ou endereço: http://pedagogiadoencontro.blogspot.com

Grata pelo Encontro.