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16 de set de 2009

O amor está em você

Sendo educadora, atuando na educação infantil e realizando oficinas em projetos sócio-educativos, me sinto realizada, me sinto útil à sociedade. Peço em minhas orações que eu nunca perca esse entusiasmo, a boa vontade, a esperança.
Vejo muitos educadores, principalmente os mais antigos, cansados e sem esperança, fazendo tudo no automático, parecem que são movidos pelo controle remoto (do sistema). Sei que muitos nem percebem e fazem o que sabem, outros... fazem porque “sempre foi feito assim”... outros, porque tentaram fazer diferente, incomodaram a maioria e voltaram atrás, outros... sabem que é preciso mudar o padrão, que podem fazer diferente mas, não acreditam no seu potencial.
Certa vez, logo que cheguei em uma escola, enquanto recebia o acolhimento da coordenação e dos novos colegas, fui informada (com a intenção de me tranquilizarem) que havia um “caderno de ocorrência”, qualquer problema era só registrar ali e após três ocorrências a vaga já seria de outro aluno e que inclusive, as crianças já estavam avisadas. Aquilo me entristeceu tanto... sei que as “coisas” são criadas na tentativa de melhorar, mas estraga, estraga! Será que ninguém se dá conta disso? Enquanto ficarmos "tentando", não conseguiremos nada, temos que gerar mudanças efetivas e penso que o primeiro passo é mudar a nossa linguagem.
Observo que os educadores mantém uma linguagem agressiva, carregada de medo. Vejam só: Ocorrência... (é, isso ainda existe nas escolas de ensino fundamental) o indivíduo já na sua infância tendo ocorrências, dentro da escola, gente! Não é fácil imaginar que ocorrência será algo comum para esse sujeito? Se quando crianças tive tantas ocorrências, porquê quando adulto não vou ter? Não sei vocês, mas eu penso que essa palavra só reforça a possibilidade de um indivíduo tornar-se um criminoso.
A palavra tem poder, precisamos prestar mais atenção como nos dirigimos às nossas crianças, como tratamos nosso próximo. Sei que muitos educadores não estão acostumados com uma linguagem amorosa, é verdade! Não pensem que só os educandos vêm de um meio hostil, muitos educadores também e sei que é difícil dar aquilo que não recebemos, como não é possível dar aquilo que não temos mas... temos condições de adquirir certas coisas.


“Tudo que me acontece, tudo que Sou, depende das minhas ESCOLHAS”.
O amor é mais antigo do que tudo que existe, ele gerou a criação e ele está presente na sociedade SIM. Em algum lugar. E é preciso que o encontremos. Se ninguém soube me falar de amor, eu tenho condições de falar, porque faço parte de tudo que existe e em algum lugar em mim ESTÁ O AMOR. PROCURE EM VOCÊ!

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