Este Espaço tem por objetivo compartilhar leituras, falar de encontros, educação, eco-feminismo, parto humanizado, cultura de paz, espiritualidade, dança... de movimentos que o Universo faz pelos quais nos encontramos.
Seja bem vindo, a entrada é franca e amiga... mas chegue com o coração aberto, senão, de nada vai adiantar estar aqui!

24 de abr de 2010

O medo da falta

A tristeza faz parte da vida tanto quanto a felicidade. Não se pode negá-la, ela tem de ser absorvida. (Osho, em "Hammer on the Rock")

Um dia escutei de uma irmã muito querida, Rosana Costa, que nós temos tudo que precisamos... "Se precisamos da Falta, a Falta nós teremos".
Aprender com a FALTA é algo esquisito, porque você NÃO TEM. Daí você tem duas opções: olhar para aquilo que VOCÊ NÃO TEM ou olhar para aquilo que VOCÊ TEM!
Se você fica olhando para aquilo que você "não tem", fica enredado numa ilusão pois fica olhando para algo que não tem, que não existe, não está ali. Lamenta por não ter, sofre porque deseja, e se cobra que DEVERIA ter. E porquê não tenho? Ai, "coitadinho" de mim! (Esta é uma grande armadilha que armamos para nós mesmos).
Neste momento é bom olhar ao seu redor para ver se alguém percebeu, a gente fica RIDÍCULO no papel de "vítima", é... você fica ridículo nessa fantasia, o pior é que a gente não se dá conta disso, nos sentimos tão confortáveis nesse papel que não percebemos a cena ridícula que estamos fazendo!
Mas, e quando você se dá conta do papel H O R R O R O S O que estava vestindo... ai meu Deus QUE VERGONHA! Daí você pega o "chicotinho" - sabe o chicotinho imaginário, aquele que fica sempre na cintura (tem pessoas que ficam com ele sempre na mão, que é para ser mais rápida na punição) - daí você bate, bate nas suas próprias costas, isso. SIM! Como os padres faziam, É MINHA CULPA, MINHA MÁXIMA CULPA. Nossa, já me vi fazendo isso comigo mesma, váaaarias vezes, é HORRÍVEL. Estamos tão acostumados com cenas chocantes na televisão, mas não estamos acostumados a nos depararmos com os nossos próprios agrassores internos, nossas próprias prisões... quando eu sou vítima e quando sou algoz de mim mesma, é TRISTE!

Claro que não é simples perceber isso, é muito mais fácil culpar os outros, a EXISTÊNCIA, Deus, o Sistema, a mãe, o Papa, o vizinho... qualquer um menos EU. Assumir a responsabilidade pelas escolhas que fiz na vida é algo que a maioria de nós não faz! Como mudar isso? Como fazer diferente? REFORMA ÍNTIMA!
Olha para as coisas que tem, você usa tudo que tem? Porque as coisas perdem o valor tão rápido? Porquê da necessidade de armazenar, reter, acumular coisas? Porque é tão difícil se desapegar de objetos, de pessoas, de locais? Porque tem que doer encerrar um ciclo? Porque os ventos da mudança o incomoda tanto? Você tem medo da falta?

É comum nos sentirmos sozinhos e desamparados em alguns trechos do Caminho quando estamos no processo de REFORMA ÍNTIMA. Tem momentos em que precisamos limpar os "porões", colocar "ordem na casa", fazer "aquela faxina", organizar as coisas... e nesta hora é VOCÊ que tem que colocar a mão na "massa", tem coisas que ninguém mais pode fazer além de você. E nestas horas é comum aparecerem situações fisicamente parecidas e você se pegar dizendo: mas que droga, tudo EU, ninguém ajuda! É comum sentir necessidade de comprar, de fugir de casa, de viajar sem rumo, qualquer coisa que te faça esquecer ou te tire da situação que TEM QUE ENCARAR. SÓ VOCÊ PODE FAZER ISSO!
Quando precisamos avaliar e colocar na balança, separar o joio do trigo, fazer escolhas... nestes momentos temos a tendência de pedir a ajuda de DEUS e do Mundo. Consultamos amigas, oráculos, ciganas, esperamos um sinal de qualquer lugar que nos diga o que fazer, a última coisa que fazemos é aquietar a mente e olhar a bagunça que está sua vida ou mesmo sua casa (porque o externo é um reflexo do interno). Ou simplesmente, se abrir para o NOVO, para novas possibilidades, confiar no fluxo do Universo, se você tem a certeza que até AGORA tem feito escolhas baseadas em seu próprio Coração. Respira, relaxe, aguarde.

INSEGURANÇA, MEDO DO DESCONHECIDO, são coisas que atormentam a mente de alguém controlador, aquela pessoa que tem que ter tudo sob controle... isso nos adoece hein, traz enfermidade, que é para você parar e ver que nem tudo pode controlar. E se eu te disser que é você mesmo que faz isso consigo não vai acreditar né?! Mas é! Nossa natureza é muito inteligente. As respostas, os sinais que esperamos nós mesmos nos damos, geramos doenças que são sinais educativos luminosos, que são oportunidades de identificarmos o que estamos fazendo da nossa energia criativa. Não são poucas as pessoas que diante de graves doenças, acidentes, catastrofes, risco de vida, se modificaram passado o Sinal Educativo Luminoso.
Lembrem-se: A falta que sentimos é de nós mesmos, ninguém vai preencher esse vazio! Você deve habitar o SEU INTERIOR!
Pense se não está muito tempo fora de Casa. Se sua mente anda vagando muito, entre muitos Espaços que não seja o seu Coração... A Mente e o Coração se amam, deixe-os juntos!

Não tenha medo!

Seja um Observador - observa a dor e aprende com ela.
Nós temos dois caminhos de crescimento: um mais macio que dói pouco - a Consciência - o outro é a Bênção da Dor. Não tem escapatória, Crescer dói! Segundo meu querido Gerson Rocha, quando nos deparamos com nossas Verdades a membrana da Consciência se expande e isto dói... por isso muitas vezes choramos compulsivamente sem explicação... isso mesmo, nós adultos podemos chorar desta forma, estamos em crescimento. Eu estou e VOCÊ?

Beijo no seu coração,
Ana Paula Andrade
Imagens do google

Um comentário:

  1. Adorei a escrita! Nada q não sabemos, porém, esquecemos com frequencia. Obrigada por lembrar-me de mim mesmo!

    ResponderExcluir

Gentileza gera Gentileza

Se algum artigo neste blog estiver como "autoria desconhecida" e você souber informar, agradeço e farei a devida correção. Solicito também que ao extrair qualquer informação desta página seja adicionada à devida autoria ou endereço: http://pedagogiadoencontro.blogspot.com

Grata pelo Encontro.