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31 de ago de 2009

Em busca do Espírito

Existe uma dimensão espiritual em todos os relacionamentos, independente de sua origem. Duas pessoas unem-se porque o espírito as quer juntas. Assim, é importante ver o relacionamento como algo movido pelo espírito, e não pelo indivíduo. É importante ouvir o espírito. Nós ocidentais nos afastamos muito das “coisas” do espírito, é preciso nos reconectarmos.

Como fazer isso?
Podemos começar saindo do padrão comportamental que a mídia nos impõe, cultivar a gentileza, aproximar-se novamente das pessoas, aceitar e dar muito abraço, olhar nos olhos, contemplar a natureza ao redor, observar seu movimento e aprender com ela. Buscar compreender que somos partes de um todo divino, preservar os vínculos afetivos, exercer a virtude do perdão, não alimentar a “corrente do medo”, colocar-se a serviço do amor, dar sentido e significado a existência, cuidar da Casa Comum (o planeta Terra), perceber a vida em todos os seus níveis e dimensões e respeitá-la.

Vivemos numa sociedade de consumo que incentiva e valoriza a competição e a competição é anti-social, é excludente e faz vítimas. O que nossa civilização precisa é superar a ditadura do modo-de-ser-trabalho-produção-dominação e “conceder direito de cidadania à nossa capacidade de sentir o outro, de ter compaixão com todos os seres que sofrem, humanos e não humanos, de obedecer mais à lógica do coração, da cordialidade e da gentileza do que a lógica da conquista e do uso utilitário das coisas”. (Boff, 2008)
Na vida tribal, a pessoa é forçada a diminuir de ritmo, a vivenciar o momento e comungar com a terra e a natureza. Admiro muito a organização das comunidades tribais, penso que devemos reaprender com eles. O cuidado com a Mãe-Terra, com o outro, com a comunidade é algo latente em uma organização tribal.
Hoje fala-se muito em sustentabilidade, em medidas ecológicas, mas por outro lado cresce o número de vítimas da violência, do uso abusivo de entorpecentes... onde está o foco do problema?
Agora os meios de comunicação divulgam o número de vítimas da Gripe A, contribuindo com a epidemia do Medo, que já vem a bastante tempo, sorrateiramente, contaminando nossa civilização. Cada vez mais nos distanciamos do contato, do toque, da convivência... fechando-nos ainda mais. O que querem de nós agora?


Fico me perguntando qual das espécies está, realmente, no poder neste momento, nós ou os Vírus? Espero que sejam os vírus, talvez tenham mais sabedoria! Mas quem é o vírus de quem? Se olharmos para o Macrocosmos, para o Sistema Vivo que é a Terra, os microorganismos somos nós e que epidemia nos tornamos para o planeta? Será que tem “remédio” que nos combata? Ou ficamos com o ditado? Quem não tem remédio remediado está!
O Sistema opressor e manipulador continua jogando com nossas vidas porque continuamos nos permitindo fazer parte deste jogo. Nos fechamos em nossas casas nos defendendo dos bandidos e sentamos em nosso sofá para assistí-los. E quem são eles? Será que sabemos realmente quem nos tira a liberdade? Quem nos tira a alegria da convivência?
A internet nos permite viajar pelo mundo, rever os amigos, ter grupos de bate-papo, mas não nos dá o prazer do encontro. Por isso fico com o ensinamento de Dom Juan: Entre muitos caminhos escolha aquele que tem coração. Nenhum te levará a lugar algum, mas um tem coração!
Cansei de ser massa de manobra e você? Não cansou não?
Por Ana Paula Andrade

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