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18 de jan. de 2011

Profissão de doula ganha crescente espaço no mercado

Ainda não regulamentada, a carreira é voltada para a assistência a gestantes e maridos.

Manoela Alcântara
Matéria do Correio Brasiliense

O momento de dar à luz uma criança é sempre motivo de preocupação para as mulheres. Quem espera um  filho idealiza como será o grande o dia, se fará uma cesária ou um parto normal. Nenhuma mãe quer que esse seja apenas mais um procedimento de rotina: tem que ser um momento especial. Para tornar esse desejo possível, novas profissionais estão fazendo sucesso no mercado de trabalho. São as doulas, trabalhadoras especializadas na humanização do parto, ou seja, voltadas à garantia do bem-estar, do respeito, da calma e
até da redução das dores na hora de trazer o bebê ao mundo. Com curso de formação específico para a atuação, as doulas cobram de R$ 300 a R$ 1,7 mil por cada concepção que ajudam a realizar e podem utilizar os conhecimentos na área como complementação de outras carreiras.

A psicóloga e doula Clarissa Kahn oferece cursos a futuros pais 
Normalmente, essas especialistas são médicas, enfermeiras, professoras de educação física, ioga ou pilates, nutricionistas ou de outra área de formação afim. Qualquer mulher com mais de 18 anos pode fazer o curso. “A capacitação para as doulas engloba algumas técnicas, como posições que podem aliviar as dores.
São métodos não farmacológicos que podem tornar o momento menos traumático”, relata Daphne Rattner, professora da área de saúde coletiva da Universidade de Brasília (UnB) e coordenadora executiva da Rede pela Humanização do Parto e Nascimento (Rehuna).

Além disso, quem ingressa nessa carreira pode ajudar a mudar o entendimento mecanizado sobre o parto, ainda presente em livros e equipes médicas. “Alguns obstetras com muito tempo de profissão adotam a metáfora de ‘motor, objeto, trajeto’ para as etapas de um parto. O motor é o útero, o objeto é o bebê e o trajeto, o canal vaginal por onde a criança sairá. Mas, na verdade, quem está trabalhando ali, naquela hora, também é humano, não se pode pensar assim. E as doulas mudam isso desde o pré-parto até os primeiros momentos da amamentação”, analisa Daphne Rattner .

E foi ao perceber essa realidade, ainda durante o curso de graduação, que Clarissa Kahn, 30 anos, decidiu se tornar doula. Psicóloga e educadora perinatal, ela conta que resolveu colaborar na mudança daquilo que via nas maternidades. “Sempre gostei da área materno-infantil . Fiz estágio em hospitais, e a forma como mães eram assistidas no momento da concepção me incomodavam bastante. A falta de respeito e o excesso de intervenção médica nas escolhas das mulheres eram algumas das minhas principais preocupações.
Então, decidi fazer o curso e me formar doula também”, conta.

Após 10 anos atendendo a grávidas, a também coordenadora do Espaço Acalanto conta que tem um preço pré-definido para realizar o atendimento, mas que as tarifas dependem do pacote que a mãe deseja fechar e das condições expostas por cada casal. Clarissa ministra cursos de cuidado com o bebê e com a amamentação, faz todos os acompanhamentos e cobra de acordo com o solicitado. Embora ela coordene a clínica, suas clientes são conquistadas por meio de indicações ou após consultas.

*Reconhecimento*
Atualmente, as doulas podem abrir uma clínica, atender em casa ou se filiar a profissionais que lidem diretamente com as grávidas e as indiquem. Mas, embora a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde reconheçam as vantagens da presença da doula na hora do parto, ainda não há
um reconhecimento da profissão. Por isso, elas não podem ser contratadas em hospitais. Trabalham por meio de contratos formais ou acordos com os futuros pais. “Quem abre uma clínica exclusivamente para esse fim terá que contar com outras parceiras, pois as grávidas começam a ser atendidas no sétimo ou no oitavo mês e, a partir daí, há um acompanhamento até o pós-parto. Por isso, só é possível atender de quatro a cinco parturientes por mês. As interessadas precisam analisar quanto desejam ganhar e como vão gerir essa
clínica”, aconselha Renata Beltrão, pedagoga especialista em saúde perinatal, educação e desenvolvimento do bebê e representante brasileira na Rede Latino-americana de Doulas.

Estima-se que hoje existam cerca de 1.500 mulheres atuando no setor. Ao apresentar esse dado na 3ª Conferência Internacional sobre Humanização do Parto e Nascimento, que aconteceu em novembro último, em Brasília, Renata Beltrão pediu e conseguiu apoio para pleitear a inclusão das profissionais no Manual de Ocupação Brasileiro. “Não é difícil. Basta que tenham mais de 200 pessoas trabalhando na área. Hoje, trabalhadoras como parteiras e manicures, por exemplo, já estão incluídas”, observa. O documento deve ser
encaminhado para o Ministério do Trabalho entre abril e maio deste ano e, se aprovado, vai possibilitar que elas possam ser contratadas mediante a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e que tenham  reconhecimento.

Nos Estados Unidos, as contratações em hospitais privados são comuns. Para exercer a ocupação, as doulas norte-americanas recebem uma certificação que precisa ser atualizada a cada dois anos. Segundo Renata Beltrão, a intenção é que esse nível de reconhecimento chegue ao Brasil. “Só no Doularte, onde ministro aulas, recebo 20 pessoas mensalmente querendo fazer o curso. Como a procura por esse tipo de trabalho tem aumentado, a demanda pelo aprendizado também cresceu muito. O reconhecimento será fundamental para nós”, pontua.

Além disso, a regulamentação pode diminuir a resistência que as direções de hospitais ainda têm de aceitá-las em salas de parto. Em Brasília, as maternidades já estão conscientes da importância das doulas, mas, em outras regiões, há médicos que ainda se opõem ao parto humanizado. Embora esse procedimento possa ser realizado em casa, as grávidas que desejarem ter a estrutura de um hospital com o acompanhamento de sua doula precisam ter esse direito. “Elas são o apoio da mãe. É importante lembrar que essas profissionais não fazem parto ou qualquer outro procedimento cirúrgico. O apoio fornecido por elas é apenas emocional e de indicações para melhorias físicas”, complementa Daphne Rattner.

*Incentivo estatal*
Em 2003, o Ministério da Saúde desenvolveu um programa de treinamento de doulas comunitárias. Dois anos depois, 370 mulheres já estavam treinadas em 13 estados brasileiros. A ocupação não era muito  conhecida naquela época, mas Recife, Belo Horizonte e Fortaleza deram continuidade ao incentivo da
atuação e, hoje, têm hospitais com excelência no tratamento às gestantes.
Todas são voluntárias e trabalham em um regime de 12 horas de plantão por semana.

 

3 de out. de 2010

Exercícios para Gestantes

OS EXERCÍCIOS
Por que são importantes
Eles facilitam o trabalho de parto, conservam o corpo da mulher, evitam dores
nas costas, culotes, flacidez e melhoram a circulação. Quando a grávida pratica
exercícios tem maior facilidade para recuperar o peso depois do parto

Quem tem restrições
Os exercícios devem ser bem acompanhados em mulheres com anemia,
sangramento, diabéticas, hipertensas ou que já tiveram parto prematuro
em uma gravidez anterior
VASOCAPILAR
Excelente para a circulação. A mulher fica deitada,
com pernas e braços para cima, e sacode as mãos,
os braços, os pés e as pernas. Com o exercício, a
placenta (fonte de alimentação e oxigenação do
feto) dificilmente envelhece. É um bom exercício
para hipertensas, para evitar inchaço, varizes e
hemorróidas
CONTRAÇÃO DA PÉLVIS
Essa atividade ajuda a posicionar o bebê corretamente. Com mãos e joelhos no
chão, a gestante deve fazer o mesmo tipo de esforço que o exercício de cócoras
CÓCORAS
Com ele, a mulher aprende a controlar o
músculo da pélvis e obter o seu relaxamento
na hora certa do parto. Nesta posição, a
grávida deve contrair e relaxar a pélvis, como
se estivesse segurando a urina.A atividade
também permite que o feto deslize melhor no
momento do nascimento
PONTE
Bom para evitar dor nas costas e no nervo ciático (no quadril), que costuma
incomodar as gestantes. Evita parto prematuro
SAPINHO
Bom para fortalecer os músculos abdominais e os da pélvis.Ajuda no controle
das forças na hora do parto
ALONGAMENTO
Para dor nas costas.
Sentada, a mulher
coloca as pernas
abertas para a lateral
e alonga para os lados
e para a frente
OUTROS EXERCÍCIOS
Caminhada sem muito esforço
físico, hidroginástica, natação e
bicicleta (ergométrica)

ATIVIDADES CONTRA-INDICADAS
Esportes competitivos, como basquete, vôlei, futebol
etc. Aeróbica de alto impacto. Durante a gravidez,
devido às ações hormonais e à retenção de líquidos, as
articulações ficam mais frágeis. Por isso, a grávida
deve evitar exercícios de alto impacto


Fonte: Hospital Santa Lucia

13 de set. de 2010

Mitos sobre as doulas


Se tenho o meu companheiro ao meu lado no parto, não precisarei de uma doula
A doula não "invalida" nem rivaliza com a presença do pai no parto. Na verdade a doula não apoia só a mãe. Também apoia o pai.
Durante a gravidez, a doula informa o casal sobre todo o tipo de temas relacionado com gravidez, parto e pós-parto. Prepara-os para esse período que virá em seguida. Durante o trabalho de parto e parto apoia fisica e emocionalmente a mãe e apoia também o pai, muitas vezes sugerindo medidas de conforto que este pode proporcionar à mãe, tranquilizando-o, informando-o sobre o que está a acontecer. No pós-parto a doula apoia a mãe e o pai, transmitindo informação sobre os cuidados e características do recém-nascido, apoio na amamentação e apoio emocional.

Se tenho médicos e enfermeiros ao meu lado no parto, não precisarei de uma doula
O pessoal médico (sobretudo nos hospitais) está focado em tratar patologias, em estar atento a eventuais emergências, em controlar que tudo esteja dentro de um padrão estabelecido, o tratamento é geralmente impessoal e muitas vezes frio.
Para além disso, as enfermeiras das grandes maternidades têm normalmente a seu "cargo" várias grávidas de uma vez e não têm muito tempo para dedicar a cada uma, da mesma forma que uma doula o faz.
A doula não sairá de perto da mulher (a menos que a impeçam de permanecer junto dela), e dedicar-lhe-à toda a sua atenção, apoiando-a física e emocionalmente até depois de o bebé nascer.

As doulas são meio "hippies" ou "new age", por vezes são também vegetarianas e/ou ecologistas e as mulheres que requerem os seus serviços também.
As doulas são profissionais sérias com formação específica, que seguem, inclusivé, um código de conduta.
Claro que, tal como todas as pessoas, fazem escolhas e tomam opções na sua vida pessoal. Se não se sentir confortável com a doula que conheceu, o melhor será tentar conhecer outra que sinta que se possa adequar mais ao seu perfil pessoal e com quem se sinta mais confortável (o primeiro encontro, que serve precisamente para conhecer a doula antes de decidir requerer os seus serviços, é sempre gratuito e sem compromisso).
No entanto uma doula nunca deverá deixar que as suas escolhas pessoais influenciem, de alguma forma, o casal que acompanha.

As doulas são para quem escolhe um parto 100% natural. Se estou a pensar em levar epidural não preciso de uma doula.
A doula apoiará a mãe em todas as suas escolhas informadas. Mesmo que opte por levar uma epidural a doula ficará ao seu lado prestando todo o apoio possível, até depois do bebé nascer para ajudar com o início da amamentação.
Tal como refere esta doula, a epidural não irá segurar na sua mão e dizer-lhe o que está a acontecer consigo e com o bebé. A epidural não lhe fará companhia enquanto o seu companheiro vai comer alguma coisa. A epidural não a consolará caso se sinta só, triste ou assustada. A epidural não lhe fará uma massagem nem a ajudará a encontrar uma posição mais confortável para descansar.
A Doula também não a acompanhará exclusivamente no parto. Estará consigo durante a gravidez, durante o parto e no pós-parto, enquanto sentir que necessita do seu apoio.

As doulas são só para quem planeia um parto domiciliar. Se vou para uma maternidade não faz sentido levar uma doula.
Um dos estudos mais conhecidos (Klaus e Kennel) sobre os benefícios de ter uma doula no trabalho de parto e parto, foi feito, precisamente, no hospital.
Assim, pode-se dizer que o conceito de doula da era moderna (apesar de sempre terem existido doulas durante a história da Humanidade) começou no hospital.
E é talvez no hospital que as doulas fazem mais falta, onde os serviços são impessoais e as necessidades emocionais da mulher são, geralmente, ignoradas.
Também é verdade que as mulheres que optam por partos domiciliares escolhem, na maioria das vezes, ter uma doula a seu lado (porque geralmente são mulheres que se informaram a fundo sobre todas as questões relativas ao parto e conhecem as vantagens de ter uma doula).
A doula acompanhará e apoiará a mulher independentemente do local que esta escolher para o seu parto.

Ser doula é parecido com ser parteira
Este é um dos mitos mais frequentes e dos mais errados! Uma parteira é uma enfermeira especializada em saúde materna e obstétrica que assiste e acompanha grávidas e seus partos (em Portugal, já que noutros países existe o curso de "Midwife" que permite que a pessoa se especialize apenas em obstetrícia, sem ter de passar pela enfermagem "geral"). A doula não é profissional de saúde, ao contrário da parteira, nem realiza quaisquer actos médicos. A doula promove suporte físico, emocional e informativo à mulher, durante a gravidez, parto e pós-parto.

A doula é uma pessoa estranha, não estarei à vontade com ela durante o trabalho de parto
A doula entrará na sua vida (se assim o desejar) ainda durante a gravidez e terão vários encontros que permitirão conhecimento e aproximação recíprocos. Daí ser tão importante que goste da sua doula e sinta empatia e "à vontade" com ela.
O papel da doula é precisamente transmitir-lhe confiança e deixá-la à vontade. E se assim for, quando chegar a altura vai ser muito reconfortante ter consigo a sua doula, que a poderá confortar, transmitir confiança e apoiar durante o trabalho de parto.

Ter uma doula é muito caro e não é para toda a gente
Ter uma doula não é tão caro como algumas pessoas pensam.
É verdade que há doulas com honorários mais altos do que outras (tem normalmente a ver com a experiência que possuem) mas ainda assim, se fizer as contas, verá que a maioria das doulas cobra em média o valor de 3 consultas num médico particular.
Tendo em conta que estará consigo várias vezes durante a gravidez, a acompanhará durante o trabalho de parto e parto, a visitará em sua casa para apoio no pós-parto e estará disponível por telefone a qualquer hora durante todo este tempo...
Se ainda assim for demasiado para si, lembre-se que as doulas fazem este trabalho por vocação e sentido de missão. Se não puder pagar poderá tentar acordar uma solução com a doula (a maioria das doulas está aberta a entrar em acordo). Nenhuma mulher deverá deixar de ter uma doula apenas pela questão financeira.

Fonte: Aqui há bebê

27 de jul. de 2010

A DOULA


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Um novo papel, com profundas raízes em práticas tradicionais milenares.
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Desde os primórdios da humanidade foi se acumulando um conhecimento empírico fruto da experiência de milhares de mulheres auxiliando outras mulheres na hora do nascimento de seus filhos.
Conhecimento que foi se perdendo com a recente hospitalização do parto das ultimas décadas.
A figura da doula vem surgindo como uma tentativa de integração dos conhecimentos tradicionais milenares acumulados pela experiência humana com os progressos científicos contemporâneos do tecnológico cenário hospitalar.
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Quem é a doula?
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A palavra grega doula, vem sendo utilizada a partir das pesquisas de Marshall H. Klauss e John H.Kennel no inicio da  década de 90 para designar profissionais preparadas para brindar conforto físico apoio emocional e informativo, a  mulheres, (e aos seus companheiros e/ou outros familiares) antes, durante e após o parto.
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..Benefícios
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Tem se demonstrado que o parto evolui com maior tranquilidade, rapidez e com menos dor e complicações tanto maternas como fetais. Torna-se uma experiência gratificante, fortalecedora e favorecedora da vinculação mãe-bebê.
Segundo dados publicados no primeiro livro “ Mothering the Mother” de Marshall H. Kalus, Phyllis H. Klaus e John Kennell., as mães acompanhadas por uma mulher que lhe prestasse apoio emocional e física durante todo o trabalho de parto tinham resultados surpreendentemente melhores, reduzindo:
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  • 50% de cesarianas
  • 25% do tempo de trabalho de parto
  • 30% do recurso aos fórceps
  • 40% do recurso à oxitocina
  • 60% do uso de epidural
  • 30% do recurso a analgésicos
  • Problemas na amamentação
  • Incidência de depressão pós-parto.
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Resultados semelhantes foram confirmados em pesquisas posteriores.
A organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde de vários países entre eles o Brasil reconhecem hoje apos uma década de pesquisas cientificas a enorme contribuição da presença da doula nesse momento tão significativo e de tão profundas repercussões futuras. As vantagens também ocorrem para o Sistema de Saúde, que além de oferecer um serviço de maior qualidade, tem uma significativa redução nos custos dada a diminuição das intervenções médicas e do tempo de internação das mães e dos bebês.  Estima-se que existam atualmente de 10.000 a 12.000 doulas atuando nos Estados Unidos de Norte América. No Brasil, a demanda de mulheres e instituições que solicitam esse serviço, ainda que bem menor, também vem crescendo significativamente.
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O que a doula faz? Papel da doula na Gravidez
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A doula apoia a mulher (casal) na preparação para o parto, facilitando conhecimentos e vivências que ajudem a compreender como o parto acontece e os diversos tipos de parto, a realidade dos diversos locais de parto.
Explica os procedimentos comuns que serão realizados, e os recursos não farmacológicos para lidar com a dor e favorecer o desenvolvimento natural do parto, tais como técnicas de relaxamento, massagens, respirações, etc.
A Doula não toma decisões pela mulher (casal). Disponibiliza-se para esclarecer as duvidas e receios e facilita informações que ajudem fazer escolhas conscientes relativas ao tipo de parto que deseja apoiando e respeitando os desejos de cada mulher/casal. (Ver Plano de parto).
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Papel da doula no trabalho de parto e Parto
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A doula apoia a mulher (casal) durante todo o trabalho de parto, tanto em casa, como no hospital (sempre que permitido) Favorece posições  confortáveis, que propiciam alivio da dor e o desenrolar natural do parto. Além de outras medidas naturais para o alivio das dores, como banhos, massagens, relaxamento, respirações etc. Complementa o apoio que habitualmente os serviços de saúde disponibilizam para este momento, explicando os complicados termos médicos e os procedimentos hospitalares apoiando emocionalmente e atenuando a eventual frieza da assistência hospitalar num momento de grande vulnerabilidade.
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Papel da doula no Pós-Parto
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A doula visita a nova família tanto na maternidade como na sua casa, apoiando física e emocionalmente a nova mãe, transmitindo confiança  e informações que auxiliam  na delicada tarefa de amamentar e cuidar do bebê.
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O quê a doula NÃO faz
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A doula não substitui qualquer dos profissionais tradicionalmente envolvidos na assistência ao parto. A Doula não tem formação médica ou de enfermagem e por isso  não realiza procedimentos tais como medir a pressão arterial, escutar o coração do bebê ou cuidar da saúde do recém-nascido. Também não é sua função discutir procedimentos ou questionar decisões da  equipe de saude.

Pesquisa: http://daraluz.com.br
Por Lucía Caldeyro
Se algum artigo neste blog estiver como "autoria desconhecida" e você souber informar, agradeço e farei a devida correção. Solicito também que ao extrair qualquer informação desta página seja adicionada à devida autoria ou endereço: http://pedagogiadoencontro.blogspot.com

Grata pelo Encontro.