Este Espaço tem por objetivo compartilhar leituras, falar de encontros, educação, eco-feminismo, parto humanizado, cultura de paz, espiritualidade, dança... de movimentos que o Universo faz pelos quais nos encontramos.
Seja bem vindo, a entrada é franca e amiga... mas chegue com o coração aberto, senão, de nada vai adiantar estar aqui!

22 de ago. de 2013

22 coisas que pessoas felizes fazem diferente

Existem dois tipos de pessoas no mundo: aquelas que escolhem ser felizes e aquelas que optam por ser infelizes. Ao contrário da crença popular, a felicidade não vem da fama, da fortuna ou de bens materiais. Ela vem de dentro. A pessoa mais rica do mundo pode estar miseravelmente infeliz, enquanto um sem-teto pode estar sorrindo e contente com a sua vida. As pessoas felizes o são porque se fazem felizes. Elas têm uma visão positiva da vida e permanecem em paz com elas mesmas.
 
A questão é: como elas fazem isso?
É muito simples. As pessoas felizes têm hábitos que melhoram suas vidas e se comportam de maneira diferente. Pergunte a uma pessoa feliz e ela vai dizer:
1. Não guarde rancor.

As pessoas felizes entendem que é melhor perdoar e esquecer que deixar que sentimentos negativos as dominem. Guardar rancor é prejudicial e pode causar depressão, ansiedade e estresse. Por que deixar que uma ofensa de alguém exerça algum poder sobre você? Se você esquecer os seus rancores, vai ganhar uma consciência clara e energia suficiente para apreciar as coisas boas da vida.
2. Trate a todos com bondade.
Você sabia que foi cientificamente provado que ser gentil faz você feliz? Ser altruísta faz seu cérebro produzir serotonina, um hormônio que diminui a tensão e eleva o seu espírito. Tratar as pessoas com amor, dignidade e respeito permite que você construa relacionamentos mais fortes.
3. Veja os problemas como desafios.
A palavra "problema" não faz parte do vocabulário de uma pessoa feliz. Um problema, na maioria das vezes, é visto como uma desvantagem, uma luta ou uma situação difícil. Mas quando encarado como um desafio, pode se transformar em algo positivo, como uma oportunidade. Sempre que você enfrentar um obstáculo, pense-o um desafio.
4. Expresse gratidão pelo que já tem.
Há um ditado popular que diz: "As pessoas mais felizes não têm o melhor de tudo, elas fazem o melhor de tudo com o que elas têm". Você terá um sentido mais profundo de contentamento se contar suas bênçãos em vez de ansiar pelo que você não tem.
5. Sonhe grande.
As pessoas que têm o hábito de sonhar grande são mais propensas a realizar seus objetivos que aquelas que não o fazem. Se você se atreve a sonhar grande, sua mente vai assumir uma atitude focada e positiva.
6. Não se preocupe com as pequenas coisas.
As pessoas felizes se perguntam: "Será que este problema terá a mesma importância daqui a um ano?" Elas entendem que a vida é muito curta para se preocupar com situações triviais. Deixar os problemas rolarem à sua volta vai, definitivamente, deixar você à vontade para desfrutar de coisas mais importantes.
7. Fale bem dos outros.
Ser bom é melhor que ser mau. Fofocar pode até ser divertido, mas, geralmente, deixa você se sentindo culpado e ressentido. Dizer coisas agradáveis sobre as pessoas leva você a pensar positivo e a não se preocupar em julgá-las.
8. Não procure culpados.
Pessoas felizes não culpam os outros por seus próprios fracassos. Em vez disso, elas assumem seus erros e, ao fazê-lo, mudar para melhor.
9. Viva o presente.
Pessoas felizes não vivem do passado ou se preocupam com o futuro. Elas saboreiam o presente. Se envolvem em tudo o que está fazendo no momento. Param e cheiram as rosas.
10. Acorde no mesmo horário todos os dias.
Você já reparou que muitas pessoas bem-sucedidas tendem a ser madrugadores? Acordar no mesmo horário estabiliza o seu metabolismo, aumenta a produtividade e nos coloca em um estado calmo e centrado.
11. Não se compare aos outros.
Todos têm seu próprio ritmo. Então, por que se comparar aos outros? Pensar ser melhor que outra pessoa leva a um sentimento de superioridade não muito saudável e, se pensar o contrário, acabará se sentindo inferior. Então, concentre-se em seu próprio progresso.
12. Escolha seus amigos sabiamente. 
A miséria adora companhia. Por isso, é importante cercar-se de pessoas otimistas que vão incentivá-lo a atingir seus objetivos. Quanto mais energia positiva em torno de você, melhor vai se sentir.
13. Não busque a aprovação dos outros.
As pessoas felizes não importam com o que os outros pensam delas. Seguem seus próprios corações, sem deixar os pessimistas desencorajá-los, e entendem que é impossível agradar a todos. Escute o que as pessoas têm a dizer, mas nunca busque a aprovação de ninguém.
14. Aproveite seu tempo para ouvir.
Fale menos, ouça mais. Escutar mantém a mente aberta. Quanto mais você ouve, mais conteúdo você absorve.
15. Cultive relacionamentos sociais.
Uma pessoa só é uma pessoa infeliz. Pessoas felizes entendem o quão importante é ter relações fortes e saudáveis. Sempre tenha tempo para encontrar e falar com sua família e amigos.
16. Medite.
Ficar no silêncio ajuda você a encontrar sua paz interior. Você não tem que ser um mestre zen para alcançar a meditação. As pessoas felizes sabem como silenciar suas mentes, em qualquer hora e lugar, para se acalmar.
17. Coma bem.
Tudo o que você come afeta diretamente a capacidade de seu corpo produzir hormônios, o que vai definir seu humor, energia e enfoque mental. Certifique-se de comer alimentos que vão manter seu corpo saudável e em boa forma e sua mente mais tranquila.
18. Faça exercícios.
Estudos têm mostrado que o exercício aumenta os níveis de felicidade e autoestima e produz a sensação de autorrealização.
19. Viva com o que é realmente importante.
As pessoas felizes mantêm poucas coisas ao seu redor porque elas sabem que excessos as deixam sobrecarregadas e estressadas. Estudos concluíram que os europeus são muito mais felizes que os americanos, porque eles vivem em casas menores, dirigem carros mais simples e possuem menos itens.
20. Diga a verdade.
Mentir corrói a sua autoestima e o torna antipático. A verdade sempre liberta. Ser honesto melhora sua saúde mental e faz com que os outros tenham mais confiança em você. Seja sempre verdadeiro e nunca se desculpe por isso.
21. Estabeleça o controle pessoal.
As pessoas felizes têm a capacidade de escolher seus próprios destinos. Elas não deixam os outros dizerem como devem viver suas vidas. Estar no controle completo de sua própria vida traz sentimentos positivos e aumenta a autoestima.
22. Aceite o que não pode ser alterado.
Depois de aceitar o fato de que a vida não é justa, você vai estar mais em paz com você mesmo. Portanto, concentre-se apenas no que você pode controlar e mudar para melhor.

Essa é uma tradução do texto da Chiara Fucarino.
Texto original: http://successify.net/2012/10/31/22-things-happy-people-do-differently/

Fonte: Todos Somos Um

15 de ago. de 2013

Não há nada mais aconchegante que o abraço da vida.



"Não há nada mais aconchegante que o abraço da vida. Mas a vida não é uma “coisa” que abraça outra coisa que está acontecendo que não é vida, pois tudo o que está sucedendo é a própria vida. E se tudo que está sucedendo é a vida, além daquilo que estiver sucedendo, não sobra nada. E é justamente este “nada “, aquilo que abraça cada acontecimento. Este “nada”, porém, é um “nada que observa”. É uma observação que não tem forma alguma, mais que está presente sempre. Por isto, talvez a palavra presença se encaixe melhor que nada. Esta presença que abraça, invisível, é também um profundo respeito a cada acontecimento, pois não altera em nada o que esta acontecendo. E a vida então é o abraçado e aquilo que abraça. A Vida é o próprio abraço. É a presença em cada acontecimento. Presença que esta intrínseca em cada movimento. Cada movimento é então pura vida. Vida acontecendo. Cada objeto, cada ser. As pedras são vida. São a presença da vida em forma de pedra. É simples porém profundo. Ver em tudo, absolutamente em tudo a vida, é sentir o abraço, pulsar neste abraço. Ver que a presença está em cada animalzinho, em cada inseto, em cada plantinha, em cada árvore… No vento está a presença. No canto dos pássaros está a presença do abraço. No som do pneu do carro na rua movimentada está a comunhão. Nada se escapa deste amor. E cada detalhe que se manifesta é total, completo nesta presença. Tudo repousa neste aconchego. Até a maior confusão está permeada por este abraço vital. A furia, a dor, a ansiedade…tanto quanto a alegria, a felicidade e o êxtase. É um abraço de si mesmo para consigo mesmo. Um abraço sem precisar ir ao encontro. A existência, apenas existindo, já é o encontro. A própria vida é o presente."


~ Haroldo Vargas

"Quando a mente, aquilo que pensa que tudo está separado, não entra nas relações, a unidade é vista, sem existir "eu" e "tu". Tudo apenas é. Alguns chamam isto de amor.
Assim sendo, não pode haver amor de verdade entre “eu” e “tu”. O paradoxo do amor é que só há amor justamente quando desaparece o “eu” e o “tu”, quando desaparece a relação, quando há unidade. E sempre há unidade… apenas as vezes está encoberta pela sensação de haver dois, criada pela mente.

Quando a "relação" ocorre a partir da unidade, quando o "relacionamento" é uma expressão que brota desde a autenticidade de quem somos de verdade, e não a partir desta pequena identidade chamada “eu”, que se sente separada de tudo e de todos, as "relações" não são mais um meio de buscar preenchimento para algo que se sente que esta faltando.
A partir do verdadeiro ser, este fundamento onde tudo repousa, as "relações" ocorrem livremente sem exigir nada. E é tão íntimo que nem da para dizer mesmo que há relação. É pura celebração."

~ Haroldo Vargas


Fonte: Divina Leela (facebook)

23 de abr. de 2012

Meditação na gestação



"A gravidez é mais do que um estado físico da mulher. Durante o período de gravidez, a mulher está a criar dentro do seu corpo um novo Ser. Uma mulher grávida com a sua consciência ampliada pode comunicar com o seu filho de uma forma muito mais abrangente. O bebé está à espera de comunicar com a sua mãe.

A meditação é uma ferrament...a indispensável em qualquer etapa da nossa vida. Porém, a gravidez é uma oportunidade de a mulher abrir as janelas e as portas que estão fechadas dentro dela, trabalhar as suas emoções e enfrentar os seus medos. A gestação não é apenas a gestação de uma criança mas também a gestação de uma nova mulher que ao viver a sua gravidez conscientemente, descobre à sua frente um horizonte lindissimo onde antes só via paredes.

A meditação durante a gravidez ajuda a mulher a aceitar as modificações do seu corpo e a glorificá-las, ajuda a lidar com a ansiedade e com o medo, ajuda a mulher a centrar-se no seu processo interno e a renascer mais brilhante e mais forte.

Enquanto um bebé está a crescer dentro de nós, é muito importante evitar irritar-se, evitar ambientes desarmoniosos e visualizar imagens belas que conduzam ao relaxamento e à paz.

Para além disso, a meditação abre um canal de comunicação entre a mãe e o bebé em que através da concentração, da paz e do silêncio interior, a mulher consegue sentir a energia do seu filho, comunicar com ele e criar desde do primeiro momento uma relação profunda com o bebé que cresce dentro dela.
Talvez por todas estas razões, estudos comprovam que a prática de meditação durante a gravidez conduz a uma menor incidência de complicações durante o parto assim como da depressão pós-parto.

A meditação durante a gravidez é um hino à vida, ao renascimento e à paz interior."

Drª Susana Pinho

17 de abr. de 2012

REGRAS DE SE SER HUMANO



Você receberá um corpo.
Pode gostar dele ou odiá-lo, mas ele será seu durante essa rodada.

Você aprenderá lições.
Você está matriculado numa escola informal, de período integral, chamada vida. A cada dia, nessa escola, você terá a oportunidade de aprender lições. Você poderá gostar das lições ou considerá-las irrelevantes ou estúpidas.

Não existem erros, apenas lições.
O crescimento é um processo de tentativa e erro: experimentação. As experiências que não dão certo fazem parte do processo, assim como as bem sucedidas.

Cada lição será repetida até que seja aprendida.
Cada lição será apresentada a você de diversas maneira, até que a tenha aprendido. Quando isso ocorrer, você poderá passar para a seguinte. O aprendizado nunca termina.

Não existe nenhuma parte da vida que não contenha lições.
Se você está vivo, há lições para aprender.

“Lá” não é melhor do que “aqui”.
Quando o seu “lá” se tornar em “aqui”, você simplesmente entenderá que o melhor é viver o "aqui" e "agora".

Os outros são apenas seus espelhos.
Você não pode amar ou detestar algo em outra pessoa, a menos que isso reflita algo que você ama ou detesta em si mesmo.

O que fizer de sua vida é responsabilidade sua.
Você tem todos os recursos de que necessita. O que fará com eles é de sua responsabilidade. A escolha é sua.

As respostas estão dentro de você.
Tudo o que tem a fazer é meditar, analisar, ouvir e acreditar.

Por Twyla Nitsch

6 de ago. de 2011

Exibição do filme: Transformando Oração em Ação

Ação para arrecadar fundos para contribuir com a vinda do Conselho Internacional das 13 Avós Nativas ao Brasil.

::QUANDO:: 24 de agosto, às 20hs
::CONTRIBUIÇÃO::
Valor mínimo R$ 10,00.
Valor desejável R$ 20,00
Os valores para as exibições do filme são simbólicos. Está atrelado ao valor, além da doação, a contribuição para o encontro de mensageiras da Paz que viajam o mundo usando suas imagens para criar junto a governantes locais ações em prol da Paz e para criação de politicas publicas de sustentabilidade para o meio ambiente, os povos indígenas, as mulheres e por uma economia justa.

::ONDE::
UNIPAZ-SUL
Rua Miguel Couto, 237 – Menino Deus – Porto Alegre – RS

Após exibição do filme “Transformando oração em ação”
teremos roda de cantos e dança com CRIS MACHADO.

::CIDADES DA AÇÃO::
São Paulo, Rio de Janeiro, Pelotas/RS, Curitiba/PR, Maricá/RJ, Aracajú/SE, Goiânia/GO, Rosário/Argentina, Santiago/Chile, Ilha Bela/SP, Boiçucanga/SP, Porto Alegre/RS

Acesse o site para saber os endereços dos locais de exibição.
É necessário entrar em contato com guardiã para demais informações.

 
::Sobre o evento:: A Voz das Avós: O ontem, o hoje e o amanha no fluir das águas” do Conselho Internacional das 13 Avós Nativas”.
::A proposta:: Pretende-se que as diversas expressões culturais do nosso país possam participar do evento A Voz das Avós, em diálogo direto com as tradições ancestrais do mundo que estão representadas no Conselho Internacional das 13 Avós Nativas. Dessa forma, a ideia é constituir também um grupo de 13 Avós Nativas brasileiras. Para formar este grupo, o projeto irá realizar oficinas regionais, buscando reunir anciãs reconhecidamente vinculadas às práticas tradicionais e promover uma reflexão sobre seu papel na sociedade e como seus saberes tradicionais podem contribuir para as soluções emergenciais globais e locais. A proposta é que estas reuniões aconteçam com grupos já mobilizados em torno da expressão do feminino tradicional, como grupos e associações de parteiras, rezadeiras, erveiras, educadoras, extrativistas, indígenas, afrodescendentes, ribeirinhas, entre outras expressões dos povos e populações tradicionais do Brasil.

::Sobre o Evento:: Será realizado na Universidade da Paz - Unipaz, em Brasília, um ponto de convergência geográfica e política do nosso país, de 21 a 24 de outubro de 2011. A proposta é que o evento reúna um público estimado em 500 pessoas, durante quatro dias. Pretende-se que o evento tenha entrada franca no sentido de garantir a presença de todas as camadas sociais, e especialmente dos jovens. O evento terá a água e o tempo como um tema transversal - considerando seu valor nas culturas tradicionais e o desafio atual da humanidade em relação à sua conservação. Além de promover um rico diálogo entre as diversas tradições, a proposta é que este propicie reflexões que possam servir como fontes de inspiração para ações e politicas direcionadas à conservação do meio ambiente e especificamente da Água, e o fortalecimento e a transmissão dos saberes tradicionais

::QUEM SÃO AS AVÓS:  
Nós somos o Conselho Internacional das Treze Avós Nativas. Formamos uma só unidade. Nossa aliança é de preces, educação e cura pela nossa Mãe Terra, todos os seus habitantes, em especial as crianças, e as sete gerações vindouras.
Inquieta-nos profundamente a destruição sem precedentes de nossa Mãe Terra, a contaminação de nosso ar, nossas águas e nosso solo, as atrocidades da guerra, a disseminação global da pobreza, a ameaça das armas nucleares e do lixo radioativo, a cultura predominante do materialismo, as epidemias que ameaçam a saúde dos povos da Terra, a exploração das medicinas tradicionais e a destruição das tradições dos povos nativos
Nos unimos para proteger as terras onde vivem nossos povos e das quais dependem nossas culturas, salvaguardar com segurança a herança coletiva das medicinas tradicionais e defender a própria Terra. Acreditamos que os ensinamentos de nossos ancestrais iluminarão nosso caminho em meio a um futuro incerto.


::Palavras de Maria Alice para a ação::
“Queridas irmãs, mulheres de ação,

É com alegria que venho apresentar a vocês estas informações sobre o X Encontro do Conselho Internacional das Treze avós Nativas que este ano vai acontecer nas terras do Sul, no domínio do Condor e estamos esperando que fortaleça o cumprimento da profecia da sagrada aliança da Águia e do Condor, que significará a garantia da Nova Era. Isto já está se desenhando como um chamado forte aqui na América do Sul, pois temos recebido anúncio de vários países, irmãs querendo chegar no Encontro.

No dia 8 de agosto, estaremos realizando em São Paulo uma exposição de um filme sobre este movimento e estaremos também arrecadando fundos para ajudar nesta grande realização.  A Sabrina Alves, do Clã dos Círculos Sagrados, São Paulo, Brasil, é quem está responsável por esta produção com os vários círculos de mulheres que estão articulados com ela. Tem o meu total apoio e interesse. Agradeço de coração às que puderem entrar na corrente.”

Luz e Paz!
Maria Alice


PARA DOAÇÕES IMEDIATAS:
Conta para depósito: Banco do Brasil (001)
Ag: 2863-0
Conta: 411.472-8
Instituto Empreender
CNPJ: 03.666.886/0001-03

Conselho Internacional das 13 Avós Nativas

 

Organização da ação
Coletivo CCS (Clã Ciclos Sagrados)
e
Círculo Sagrado de Visões Femininas

1 de ago. de 2011

NASCIMENTOS HUMANIZADOS > — promovendo a paz e a não violência —

*a cargo da Dra. Daphne Rattner*

No início do século passado, o parto era atendido majoritariamente no domicílio, por parteiras. As famílias tinham muitos filhos para que alguns resistissem às difíceis condições de vida à época, quando não havia antibióticos para prevenir e curar infecções.
A partir dos anos quarenta, começou a crescer a tendência à *hospitalização dos partos,* e chegamos no final do século passado com mais de 90% dos partos realizados em hospitais. Os avanços na  antibioticoterapia e na disponibilidade de meios tecnológicos para diagnóstico e terapêutica, assim como a melhoria nas condições de vida, contribuíram de forma importante para a efetiva redução na mortalidade materna e neonatal.
O entusiasmo crescente com as possibilidades do desenvolvimento industrial do século XX influenciou todos os setores da atividade humana. Também *no setor Saúde* *o componente técnico foi privilegiado em relação ao componente do cuidado*, e a racionalidade mecânica ou industrial - apenas em função da produtividade - foi aplicada a muitos aspectos da atenção. Ainda que "dar à luz não seja uma doença ou processo patológico" (Marsden Wagner, 1982), a assistência a nascimentos também seguiu esse padrão industrial, e algumas maternidades agendam cesarianas como se fossem uma *linha de produção* de nascimentos, por conveniência de profissionais e das instituições, ostentando taxas de 70% e até 100% de cesáreas.
Por outro lado, *tem crescido o número de pesquisas* que identificam algumas práticas de atenção como formas de violência institucional, tanto para mulheres como para seus bebês, havendo trabalhos que salientam a importância da primeira vivência infantil como marcadora (/imprinting/) para a continuidade da vida desse recém-nascido.
Considerando a riqueza desse processo, que além de biológico, tem sido abordado como fenômeno cultural, social, sexual e espiritual, numa concepção holística, há um forte movimento nacional e internacional que *propõe a humanização da atenção a nascimentos e partos* como uma resposta à mecanização na organização do trabalho e à violência institucional.
É sobre esse importante aspecto da vida – o bom começo – que falaremos neste fórum, buscando  compartilhar a perspectiva positiva de mudança nas práticas de atenção como uma contribuição para a redução da violência grassante em nossa sociedade.
*Daphne Rattner* é médica epidemiologista, com doutorado pela Universidade da Carolina do Norte, EUA, professora da Universidade de Brasília - Departamento de Saúde Coletiva; integra a diretoria da International MotherBaby Childbirth Organization – IMBCO e a coordenação executiva da Rede pela Humanização do Parto e Nascimento - ReHuNa; é conselheira da Rede Ibfan-Brasil – International Breastfeeding Action Network e da Relacahupan – Rede Latinoamericana e do Caribe pela Humanização do Parto e Nascimento; organizou com Belkis Trench o livro /Humanizando Nascimentos e Partos/; e foi presidente da III Conferência Internacional sobre Humanização do Parto e Nascimento, realizada em Brasília em novembro de 2010.

*ENTRADA FRANCA*

*9 de agosto de 2011 ▪ terça-feira ▪ 19 horas
Auditório do MASP ▪ Museu de Arte de São Paulo*
Av. Paulista, 1578 - São Paulo/SP - Estação Trianon-Masp do metrô
*Não é necessário fazer inscrição antecipada*

*Realização: Comitê da Cultura de Paz*
*www.comitepaz.org.br*

25 de jul. de 2011

25 de julho
Dia do Perdão Universal
Dia Fora do Tempo

"Compaixão não é ter um coração transbordante de piedade para com os outros. Compaixão é um amor tão profundo que você está disposto a fazer o que for preciso para trazer luz a uma situação".
 

2 de jun. de 2011

Ao encontro com a sombra

Escrito por Robert Bly Qui, 23 de Julho de 2009 18:14

A sombra, tal como Robert Bly refere, pode ser comparada a uma comprida
sacola que arrastamos atrás de nós.
Começamos a encher a sacola desde a infância. Logo com 1 ou 2 anos, a
criança é como se fosse um arsenal de emoções e possibilidades de atitudes
diversas, esperando espalhar esse mundo em todas as direções. Assim que os
pais começam a reprovar alguns comportamentos dizendo frases como “um bom
menino não bate no irmãozinho”, “pare de correr”, “fique quieto”, "engula o
choro" as crianças passam a buscar, então, um comportamento que seja
condizente com o que os pais querem e, para tanto, reprimem aquela energia
de raiva, ou de inquietação, que poderiam significar prazer e reprimem os
impulsos espontâneos... As que não reprimem, apenas sentem-se culpadas por
ter “agido mal”.

Com o tempo as emoções genuínas e sua expressão começam a ter que ser
julgadas e separadas em certas ou erradas, boas ou más, e a sacola vai se
enchendo mais e mais, pois, como observa Robert Bly:

*“Atrás de nós temos uma sacola invisível e, para conservar o amor de nossos
pais, nela colocamos a parte de nós que nossos pais não apreciam.” *

Além dos nossos pais, nossa experiência na escola acaba por ajudar a encher
mais ainda nossa sacola, quando ouvimos “Meninas inteligentes não devem
fazer assim", ou “quem sai dos padrões de aparência física tem que mudar",
aí novamente estamos diante dos valores que não foram construídos a partir
das nossas escolhas e verdades...

São marcados a partir das referências das figuras que temos como modelos,
porque é importante ter o afeto delas. Por exemplo, é normal uma criança
sentir raiva, mas diante dos valores que aprendeu de que “é feio ter raiva”,
se sente culpada, diminui a importância do sentimento diante de muitas
situações e o coloca rapidinho na sacola, porque não quer perder o amor da
mãe.

Assim, vamos arrastando nossa sacola pela vida afora, inicialmente quando
levamos as referências de valores dos nossos pais, e mais tarde quando
associamos estas já apreendidas às referências da sociedade apreendidas na
escola, no convívio com nossos amigos, grupos sociais e religiosos.

Diante desta sacola o conflito aparece, justamente, porque nem tudo que
aprendemos ser “errado ou mau” são, na verdade, essas duas coisas. E isso é
que faz com o que o material da sacola comece a “cheirar mal” e a nos
incomodar, porque de tempos em tempos, percebemos sinais do poder e da
importãncia que essas emoções escondidas poderiam ter em nossa vida.

A dimensão da sombra é gigantesca nos adultos. A sacola aumenta
proporcionalmente à quantidade de censura relativa aos nossos sentimentos
naturais e espontâneos.

Energias naturais do ser humano tais quais sexualidade, impulsividade,
agressividade, raiva, ódio, revolta são, normalmente, colocadas na sacola
durante toda uma vida.

Aqui existe outro elemento: quanto mais guardamos essas energias, mais e
mais intensas e latentes se tornam. Ficam como se fermentassem lá dentro de
nós, e quando não colocadas para fora, acabam gerando a mais ampla gama de
doenças e sintomas.

Conforme os anos passam e este conteúdo sombrio cresce, tende a ser maior a
dificuldade de entrar em contato com ele. Por isso, muitas pessoas quando
começam a envelhecer, sentem muito medo de abrir a sacola, como se o
conteúdo dela fosse invadir sua vida e causar danos, mas na verdade esse
conteúdo já os assombrava há tempos...

*Existe muito medo dentro de nós de olhar para o que já foi guardado.*

Por isso enxergamos muitas dessas coisas nos outros.

“Peça para um amigo lhe descrever o tipo de personalidade que ele acha mais
desprezível, mais insuportável, mais odiosa e de convívio mais impossível;
ele descreverá as suas próprias características reprimidas – uma
autodescrição do que é absolutamente inconsciente e que, portanto, sempre o
tortura quando ele recebe seu efeito de uma outra pessoa. Essas mesmas
qualidade são tão inaceitáveis para ele precisamente porque elas representam
o seu próprio lado reprimido; só achamos impossível aceitar nos outros
aquilo que não conseguimos aceitar em nós mesmos. Qualidades negativas que
não nos incomodam de modo tão intenso ou que achamos relativamente fácil de
perdoar , em geral não pertencem à nossa sombra.”

Mas, quando estamos procurando nos conhecer realmente e amadurecer
emocionalmente, a sacola precisa ser aberta para liberarmos a energia desses
sentimentos e emoções que armazenamos durante anos.

Esta sacola pode ser aberta, percebida e assimilada, o que, por sua vez,
propicia que seu potencial destruidor e conflitivo possa ser reduzido e a
energia vital que estava aprisionada possa ser liberada, gerando mais
tranqüilidade e equilíbrio emocional.

Nossa “pressão interna” ou “fermentação” irá diminuir.

Conhecendo o que guardamos inconscientemente por tanto tempo, podemos fazer
escolhas mais sensatas a respeito de novamente empurrar ou não para nossa
sacola sentimentos que precisam ser compreendidos e aceitos como parte de
nossa natureza humana.

Assim, fica mais simples celebrar o que é espontâneo e natural na vida, fica
mais simples exercitar nossa possibilidade de SER!
Se algum artigo neste blog estiver como "autoria desconhecida" e você souber informar, agradeço e farei a devida correção. Solicito também que ao extrair qualquer informação desta página seja adicionada à devida autoria ou endereço: http://pedagogiadoencontro.blogspot.com

Grata pelo Encontro.